Terreiros De Candomblé Em Salvador E Itaparica São Reconhecidos Como Patrimônio Cultural Da Bahia

Terreiros De Candomblé Em Salvador E Itaparica São Reconhecidos Como Patrimônio Cultural Da Bahia

Por Maria Eduarda Moura

Dois tradicionais terreiros de Candomblé passaram a integrar oficialmente o patrimônio cultural da Bahia. O governador Jerônimo Rodrigues sancionou o tombamento do Ilê Asé Kalè Bokùn, em Salvador, e do Terreiro Omo Ilê Agboulá, em Itaparica. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (23).

Com o decreto, os espaços foram incluídos no Livro do Tombamento dos Bens Imóveis do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), ampliando a proteção ao patrimônio histórico, cultural e religioso de matriz africana no estado.

Localizado no bairro de Plataforma, em Salvador, o Ilê Asé Kalè Bokùn pertence à nação Ijexá e foi fundado em 1933. O terreiro é dedicado aos orixás Logunedé e Oxum e já havia sido reconhecido como Patrimônio Material da Bahia pelo Ipac, em 2006.

Em Itaparica, o Terreiro Omo Ilê Agboulá foi criado em 1934 e preserva tradições ligadas ao culto dos Egúngún. O espaço também é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil desde 2015 e é considerado um símbolo da preservação da religiosidade de matriz africana e da resistência à intolerância religiosa.