O mecanismo internacional de financiamento, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) idealizado pelo Brasil e lançado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, no ano passado (2025) receberá um investimento de US$ 500 milhões do Governo dos Países Baixos (Holanda).
O investimento não será feito todo de vez, mas será dividido ao longo de um período de 10 anos. O investimento reforçará a ambição do país em relação às metas climáticas internacionais e à biodiversidade. Com o anúncio, os Países Baixos passam a integrar uma coalizão internacional que já anunciou intenção de contribuir com o investimento. Entre os países estão Brasil, Noruega, Luxemburgo, Indonésia, Alemanha, França, Portugal e Reino Unido.
Os investidores que comprarem os títulos emitidos pelo TFFF receberão juros fixos e estáveis. Já os países que conseguirem recuperar e manter suas florestas de pé serão recompensados financeiramente por esse esforço. Mas eles só receberão os valores após uma verificação por imagens de satélite que confirmem níveis de desmatamento abaixo de limites pré-definidos pelo TFFF.
O fundo também prevê um protagonismo das populações indígenas e povos e comunidades tradicionais, que desempenham papel direto na proteção das florestas. O mecanismo propõe destinar pelo menos 20% dos pagamentos nacionais a essas populações.
Os idealizadores do TFFF estimam que ele poderá proteger mais de 1 bilhão de hectares de florestas em mais de 70 países. O objetivo é arrecadar, pelo menos, US$ 125 bilhões. Desse montante, US$ 100 bilhões deverão vir do setor privado, enquanto os outros US$ 25 bilhões são esperados de governos pelo mundo.

































