SETEMBRO AMARELO

SUICÍDIO: PREVENIR É POSSÍVEL

Por Robérico Silva de Oliveira

Teólogo, Gestor em Teologia, Psicanalista Clínico/Psicoterapeuta, Pós-graduado em Psicologia Clínica, Bacharel em Administração, Pós-graduado em Ciências Políticas, Radialista Profissional RPR/BA 3204 e Jornalista MTE/RJ 45005.

FALAR SOBRE SUICÍDIO É FALAR SOBRE VIDA

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização e prevenção ao suicídio. Criada no Brasil em 2015, a campanha procura mostrar que o sofrimento emocional precisa ser levado a sério e que pedir ajuda não é sinal de fraqueza.

Embora setembro seja o mês da campanha, a prevenção deve acontecer durante todo o ano. O Dia Mundial de Prevenção do Suicídio é celebrado em 10 de setembro.

QUAIS FATORES PODEM AUMENTAR O RISCO?

O suicídio não acontece por uma única causa. Geralmente, está relacionado a uma combinação de fatores emocionais, familiares, sociais e pessoais.

Entre os principais fatores de risco estão:

  • depressão e outros transtornos mentais;
  • ansiedade intensa e sofrimento emocional;
  • traumas, abusos e perdas importantes;
  • problemas familiares, financeiros ou profissionais;
  • isolamento e solidão;
  • uso abusivo de álcool e outras drogas;
  • doenças crônicas e dores persistentes;
  • histórico de tentativa de suicídio;
  • exposição anterior ao suicídio;
  • discriminação, rejeição e situações de grande estresse.

Ter um desses fatores não significa que a pessoa necessariamente tentará o suicídio, mas indica que ela pode precisar de atenção e apoio.

FIQUE ATENTO AOS SINAIS

Algumas mudanças podem indicar que alguém está passando por uma crise e precisa de ajuda:

  • dizer coisas como “não aguento mais”, “não vejo saída” ou “seria melhor se eu não existisse”;
  • afastar-se de familiares e amigos;
  • perder o interesse por atividades que antes davam prazer;
  • apresentar mudanças importantes no sono, comportamento ou humor;
  • demonstrar culpa, vergonha ou sensação de ser um peso para os outros;
  • apresentar comportamento impulsivo ou autodestrutivo;
  • falar constantemente sobre desesperança ou falta de futuro.

Nenhum sinal deve ser ignorado. Se você perceber mudanças preocupantes, aproxime-se, converse e ofereça ajuda.

COMO ABORDAR ALGUÉM EM SOFRIMENTO?

Às vezes, uma conversa pode ser o primeiro passo para salvar uma vida.

Pergunte. Escute. Acolha. Não julgue.

  • Pergunte diretamente como a pessoa está se sentindo.
  • Se houver preocupação, pergunte se ela está pensando em suicídio.
  • Escute com atenção, sem interromper.
  • Evite frases como “isso é bobagem”, “vai passar” ou “você precisa ser forte”.
  • Demonstre empatia e deixe claro que ela não está sozinha.
  • Incentive a procura de ajuda profissional.
  • Se houver risco imediato, não deixe a pessoa sozinha e procure ajuda de emergência.

CUIDE TAMBÉM DA SUA SAÚDE EMOCIONAL

Nos momentos difíceis, algumas atitudes podem ajudar a enfrentar melhor o sofrimento:

  • converse com alguém de confiança;
  • procure ajuda profissional quando necessário;
  • mantenha uma rotina possível;
  • pratique atividades físicas;
  • utilize técnicas de respiração e relaxamento;
  • escreva sobre seus sentimentos;
  • procure concentrar-se no presente;
  • estabeleça pequenas metas;
  • pratique a autocompaixão;
  • procure contato com a natureza;
  • lembre-se: um momento difícil não define toda a sua vida.

MITO × REALIDADE

MITO: “Somente profissionais podem ajudar alguém que está pensando em suicídio.”

REALIDADE: Profissionais são fundamentais para o tratamento, mas qualquer pessoa pode ajudar ouvindo sem julgar, demonstrando cuidado e incentivando a busca por ajuda especializada.

UMA PALAVRA PODE FAZER A DIFERENÇA

Não ignore o sofrimento de alguém.

  • Pergunte como a pessoa está.
  • Escute sem julgar.
  • Acolha com empatia.
  • Incentive a busca por ajuda.

FALAR É UM ATO DE CUIDADO.

PEDIR AJUDA É UM ATO DE CORAGEM.

PREVENIR É UM COMPROMISSO COM A VIDA.

Pense nisso.

Se precisar, consulte os sites abaixo:

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