O uso do Body Scan nas unidades prisionais da Bahia já resultou na identificação de 232 alterações entre janeiro e julho deste ano, um aumento de mais de 320% em relação ao mesmo período de 2025.
O equipamento utiliza baixas doses de raios-X para produzir imagens do corpo e localizar objetos ou substâncias que estejam escondidos. A tecnologia já foi utilizada em flagrantes recentes no estado.
Em agosto, dois detentos que retornavam de saída temporária foram identificados com drogas escondidas no organismo ao passar pelo equipamento no Conjunto Penal de Lauro de Freitas. Em abril, uma visitante foi flagrada no Conjunto Penal de Irecê com uma substância análoga à cocaína escondida em uma cavidade corporal após o scanner apontar uma alteração.
Além de aumentar a capacidade de detecção, o equipamento reduz o tempo das revistas. Um procedimento que poderia levar cerca de 30 minutos passa a ser realizado em aproximadamente sete segundos. A tecnologia também faz com que cerca de 90% dos visitantes sejam dispensados da revista íntima, reduzindo o contato físico durante a inspeção.
Quando o aparelho aponta alguma alteração, são realizados procedimentos complementares para confirmar o material identificado.

































