31 PONTOS QUE PODEM CONTRIBUIR PARA DEFINIR UMA ELEIÇÃO – PARTE II

Orientação didática para candidatos e equipes de campanha

Robérico Silva de Oliveira
Teólogo • Gestor em Teologia • Psicanalista Clínico/Psicoterapeuta • Pós-graduado em Psicologia Clínica e Ciências Políticas • Bacharel em Administração • Radialista Profissional RPR/BA 3204 • Jornalista MTE/RJ 45005

Ideia central: Campanha eleitoral é disputa de atenção, confiança, significado e relacionamento. Mídia amplia a mensagem; contato, coerência e presença transformam comunicação em vinculo político.

2. COMUNICAÇÃO: MENSAGEM, VALORES E CONFIANÇA

31.8. Pense na campanha como uma lavoura: meios de comunicação irrigam e ampliam; o contato direto semeia confiança e relacionamento.

31.9. Quem passa a campanha inteira se explicando transmite insegurança. Antecipe dúvidas, seja objetivo e responda com fatos.31.10. Tenha iniciativa e agenda própria. Quem pauta o debate aumenta as chances de conduzir a conversa pública.

10. Tenha iniciativa e agenda própria. Quem pauta o debate aumenta as chances de conduzir a conversa pública.

31.11. Para o eleitor, honestidade precisa aparecer como confiança construída por coerência, transparência e comportamento.

31.12. Reconquiste primeiro sua base e, depois, trabalhe os indecisos; sem abandonar os demais segmentos que podem ampliar a votação.

31.13. A comunicação deve mostrar convergência entre os valores do candidato e as preocupações reais do eleitor.

31.14. Valores e crenças fundamentais dão identidade à campanha. Sem identidade, a mensagem fica genérica.

31.15. Uma campanha eficiente precisa despertar esperança e apresentar um futuro possível, sem promessas fantasiosas.

31.16. Marketing político trabalha sobretudo com valores, identidade e percepção pública — não apenas com lógica comercial de venda.

31.17. O candidato precisa acreditar no que defende. Convicção consistente tende a produzir comunicação mais natural e persuasiva.

31.18. O eleitor pode decidir racionalmente mesmo com informação limitada, relacionando problemas, causas, consequências e alternativas.

3. DEBATE, IMAGEM E PRESENÇA PÚBLICA

31.19. Em debates, perguntar pode abrir espaço para o adversário. Perguntas devem ser estratégicas, objetivas e ligadas ao tema em disputa; respostas devem recolocar a conversa na sua agenda.

31.20. O centro político costuma ser espaço de disputa, não necessariamente ponto de partida. Uma candidatura precisa ter posições reconhecíveis antes de ampliar sua capacidade de diálogo.

31.21. O voto combina crenças, valores e conjuntura. Ignorar qualquer uma dessas dimensões reduz a capacidade de compreender o comportamento eleitoral.

31.22. Cuide da exposição pública: fotógrafos, celulares e redes sociais registram cenas que podem circular fora do contexto original. Comporte-se como se toda interação pudesse ser publicada.

31.23. Divulgue agenda com estratégia e finalidade. Nem todo compromisso precisa ser comunicado ao público; priorize o que reforça sua narrativa e sua prestação de contas.

31.24. Pesquisas eleitorais podem influenciar o ânimo da campanha, decisões estratégicas e percepção de viabilidade. Leia os números com método e não transforme pesquisa em verdade absoluta.

31.25. Evite ataques pessoais e acusações sem comprovação. Críticas devem ser baseadas em fatos verificáveis e formuladas com responsabilidade.

Em parte, II vou abordar: DEBATE CONFRONTO E RESPONSABILIDADE

NOTA DE RESPONSABILIDADE

Estratégia não substitui conformidade jurídica. As orientações deste material são didática e devem ser aplicadas em conjunto com a legislação eleitoral, as resoluções vigentes do Tribunal Superior Eleitoral, as regras partidárias e a orientação jurídica da campanha. Em especial, a propaganda eleitoral deve observar as regras sobre conteúdo digital, impulsionamento, desinformação, inteligência artificial, identificação de propaganda e proteção de dados.

“Campanha forte é aquela em que posicionamento, mensagem, presença e comportamento dizem a mesma coisa.” Pense nisso.

Na parte III que será a última vou trazer a seguinte abordagem:

Fundamentos teóricos e referências

• BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989.

• KOTLER, Philip; KOTLER, Neil. Political Marketing: Generating Effective Candidates, Campaigns, and Causes. In: NEWMAN, Bruce I. (org.). Handbook of Political Marketing. Thousand Oaks: Sage, 1999.

• McLUHAN, Marshall. Understanding Media: The Extensions of Man. New York: McGraw-Hill, 1964.

• PANKE, Luciana. Campanhas eleitorais para mulheres: desafios e tendências. Curitiba: UFPR, 2016.

• WOLTON, Dominique. Pensar a comunicação. Brasília: Editora UnB, 2004.

• BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resolução nº 23.610, de 18 de dezembro de 2019, com alterações posteriores, especialmente as normas aplicáveis às Eleições 2026.

• BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Eleições 2026: normas e documentação oficial. Consulta realizada em 30 ago. 2026.

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