O dinheiro que ficou retido em contas de plataformas de apostas on-line encerradas pelo governo deve começar a ter sua situação definida nesta quarta-feira (14), último dia previsto para a devolução dos valores pelos bancos e demais instituições financeiras. Ao todo, cerca de R$ 1,325 bilhão deve retornar aos apostadores, alcançando aproximadamente 26,5 milhões de pessoas.
A restituição ocorre após o encerramento das operações abrangidas pela Medida Provisória (MP) 1.394/2026. Para viabilizar os pagamentos, as empresas de apostas repassaram às instituições financeiras as informações sobre os saldos associados aos CPFs e às contas bancárias utilizadas pelos clientes.
O que fazer se o dinheiro ainda não caiu
Quem tinha recursos nas plataformas afetadas deve verificar a conta bancária usada nas transações e acompanhar os registros de movimentação. A devolução está sendo processada pelas instituições financeiras, sem que o apostador precise pedir o pagamento diretamente à empresa de apostas.
O calendário estabelecido pelo governo começou em 5 de outubro, quando terminou o período para retirada voluntária dos saldos nas próprias plataformas. Nos dias 6 e 7 de outubro, teve início a retirada do ar dos sites e aplicativos abrangidos pela medida, enquanto o envio das informações aos bancos ocorreu nos dias 7 e 8. A etapa de restituição foi prevista para o período entre 9 e 14 de outubro.
Se o pagamento não for concluído por algum impedimento operacional, a Caixa Econômica Federal ficará responsável por intermediar os casos pendentes a partir desta quarta-feira. As instruções específicas para essa etapa deverão ser divulgadas pelos canais oficiais.
Valores pequenos também entram na restituição
Os dados reunidos pelo governo mostram que uma parte expressiva dos saldos deixados nas plataformas era inferior a R$ 1. Foram identificadas 86,2 milhões de contas com valores entre R$ 0,01 e R$ 0,99, que, somados, representam R$ 15,5 milhões.
A quantidade de contas é superior ao número estimado de beneficiários porque uma mesma pessoa pode ter cadastro em mais de uma plataforma de apostas.
Cerca de 40 CPFs estão sob análise
Além da devolução dos recursos, o governo acompanha situações que envolvem saldos elevados. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, aproximadamente 40 CPFs estão sendo analisados em razão dos valores mantidos nas contas. A apuração busca verificar possíveis irregularidades, entre elas suspeitas de lavagem de dinheiro.
Publicada em 25 de setembro, a medida provisória que fundamenta a iniciativa ainda depende de aprovação do Congresso Nacional para continuar em vigor, conforme as regras legais aplicáveis.
Cuidado com falsas cobranças
A restituição também exige atenção a possíveis tentativas de fraude. Os apostadores devem consultar os canais oficiais do governo e dos bancos para verificar informações sobre os pagamentos.
Nenhuma cobrança antecipada deve ser feita como condição para liberar a restituição. Por isso, pedidos de transferência, senhas ou códigos bancários enviados por terceiros devem ser tratados com cautela, e qualquer dúvida precisa ser confirmada diretamente com a instituição financeira.





























