A operação da Polícia Federal (PF) que tem como alvo o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ), apontou a investigação de movimentações elevadas, que somam R$ 27 milhões, sem identificação da origem dos recursos, envolvendo diversos investigados, entre eles um assessor de Jordy e um assessor do Partido Liberal (PL).
Segundo o documento, expedido pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacam-se as elevadas movimentações financeiras de diversos investigados, a exemplo de Adailton Oliveira Santos, assessor do PL, que movimentou mais de R$ 11 milhões, e Itamar de Souza Santana, assessor de Jordy, com quase R$ 6 milhões, entre 2023 e 2024.
Outros investigados, como Florenice de Souza Santana, que movimentou R$ 4 milhões, e Andrea de Figueiredo Desiderati, com quase R$ 6 milhões, também são citados. Segundo o documento, “todos os valores são de origem não identificada”.
“Os deputados federais Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) e Carlos Jordy (PSL-RJ) teriam desviado recursos da cota parlamentar em benefício próprio, com o auxílio de servidores comissionados no exercício de suas funções, entre os quais estariam, pelo menos, Adailton Oliveira dos Santos e Itamar de Souza Santana, utilizando, para o sucesso da empreitada criminosa (peculato e lavagem de dinheiro), a empresa Harue Locação de Veículos Ltda. ME”, apontou a investigação.
Ainda segundo a PF, a ligação entre os investigados e os deputados é o elemento central. As movimentações suspeitas analisadas resultaram em 14 comunicações de operações financeiras, no período de 2 de fevereiro de 2018 a 21 de junho de 2020.
A incompatibilidade dos valores movimentados com os rendimentos lícitos dos envolvidos, além da identificação dos principais remetentes e destinatários dos recursos como sendo servidores comissionados na Câmara dos Deputados, chamaram a atenção das autoridades.
As autoridades também analisaram conversas extraídas de aplicativos de mensagens.
Operação
A PF deflagrou, nesta sexta, a Operação Galho Fraco, que tem como objetivo aprofundar as investigações sobre o desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares. Os alvos de busca e apreensão são os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ).
A PF cumpriu sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.
A cota parlamentar é uma verba mensal paga com recursos públicos a deputados e senadores para custear gastos relacionados ao exercício do mandato, como passagens aéreas, hospedagem, alimentação, manutenção de escritório e contratação de serviços de consultoria. Esse valor é adicional ao salário dos parlamentares.


































