O candidato à presidência Renan Santos (Missão), quarto colocado no 1° turno, descartou apoiar Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) durante o 2° turno das eleições. Enquanto isso, o PSD, partido de Ronaldo Caiado (PSD), quinto colocado, liberou suas bases estaduais para definirem seus respectivos apoios aos candidatos que irão concorrer no dia 25, data em que irá acontecer o segundo turno das eleições.
Ambos, Renan e Caiado, contaram com mais de 2,6 milhões de votos, o suficiente para superar a diferença de pouco mais de 2,3 milhões que separaram Lula e Bolsonaro no 1° turno.
Em live realizada no YouTube após a divulgação dos resultados, Renan Santos comentou sobre as vitórias do PL para o Senado nos estados e os resultados de Flávio Bolsonaro. Para ele, Bolsonaro já ganhou as eleições e que não faz diferença seu apoio no 2° turno.
“O Flávio Bolsonaro já é o próximo presidente da república. […] Antes que alguém me pergunte: “Você vai apoiar quem no segundo turno?’. Faz diferença? Façam o que quiserem. Já disse que não voto em bandido. Não recomendo a ninguém que vote em bandido. Lula é bandido. Flávio é bandido. Mas não faz diferença nenhuma. Façam o que vocês quiserem”, declarou Renan.
Já Caiado comentou em coletiva de imprensa que “caiu de pé” em sua 11° candidatura e que continuará apoiando seus aliados na política nacional e estadual. “Não venci, mas caí de pé. Caí com orgulho, honra, dignidade, coragem e responsabilidade daquilo que foi apresentado pelo povo goiano no cenário nacional.” O candidato disse que aguardaria estar reunido com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, para decidir o que fazer no 2° turno.
Em nota divulgada no domingo, Kassab liberou as instâncias estaduais do partido para construírem suas alianças a depender do cenário político de cada estado, mantendo a posição acordada no 1° turno.
“Diante da diversidade de cenários eleitorais que tivemos nos estados, em que as instâncias estaduais do PSD tiveram liberdade para construir suas alianças, a direção nacional entende como natural manter esta diretriz para o segundo turno. Assim, cada diretório estadual, parlamentar, liderança partidária, filiados e militantes terão liberdade para definir seu apoio na eleição presidencial e em eventual disputa estadual”, escreveu.
Kassab lamentou que a eleição fosse decidida pelos extremos novamente e pediu para que os próximos quatro anos não sejam de “brigas pouco produtivas”. Segundo ele, o extremismo vem atrasando o Brasil durante as últimas eleições.
“Foi uma campanha propositiva, sem apelar aos extremismos que têm atrasado o Brasil ao longo das últimas eleições e que, lamentavelmente, se repetiram neste ano e capturaram votos da maioria dos brasileiros”, declarou. “Torceremos e atuaremos politicamente para que não sejam mais quatro anos de brigas pouco produtivas e debates sobre temas que não estão na pauta do desenvolvimento brasileiro, independentemente do vencedor. Não eleger Caiado presidente em 2026 significa que o Brasil perdeu uma oportunidade”, completou Kassab.
































