O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), voltou a defender nesta quarta-feira (28) a megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão, classificada por ele como um “sucesso”.
A ação, considerada a mais letal da história do estado, deixou mais de 100 mortos, um traficante baiano morto, e outros 16 baianos presos.
Durante pronunciamento após reunião com autoridades de segurança, Cláudio Castro afirmou que a operação foi legítima e necessária, destacando o papel dos agentes que participaram da ação. “Temos muita tranquilidade de defendermos tudo que fizemos ontem. Queria me solidarizar com a família dos quatro guerreiros que deram a vida para salvar a população. De vítima ontem lá, só tivemos esses policiais”, declarou.
De acordo com o governo do estado, foram oficialmente confirmadas 58 mortes: quatro policiais e 54 pessoas classificadas como criminosos. O governador afirmou que os confrontos ocorreram em áreas de mata, o que, segundo ele, comprova o envolvimento das vítimas com o tráfico.
“Não acredito que havia alguém passeando em área de mata em um dia de operação”, disse.
Castro, no entanto, não explicou por que o número de mortos divulgado na terça-feira, de 64, foi alterado. Tampouco comentou sobre os outros 64 corpos deixados por moradores na Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no Complexo da Penha, na manhã desta quarta-feira.
Segundo o governador, a contagem oficial só considera os corpos encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML). “A nossa contabilidade conta a partir do momento que os corpos entram no IML. A Polícia Civil tem a responsabilidade enorme de identificar quem eram aquelas pessoas. Eu não posso fazer balanço antes de todos entrarem. Daqui a pouco vira uma guerra de número. Nós não vamos trabalhar assim”, afirmou.
Além de defender a ação policial, Castro voltou a criticar a falta de apoio do governo federal nas operações de segurança e cobrou maior integração entre os entes. “A gente não vai ficar respondendo nem ministro nem autoridade queira transformar esse momento em uma batalha política”, disse.
E por fim deixou um recado direto: “O recado é: ou soma no combate à criminalidade ou suma!”, declarou.


































