56% Das Propostas De Saúde Dos Candidatos à Presidência Já Existem No SUS, Diz Estudo

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Um levantamento realizado pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e pela Umane aponta que 56% das propostas para a área da saúde apresentadas nos programas dos seis candidatos à Presidência da República com 2% ou mais de intenção de voto já existem no Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo foi divulgado nesta quarta-feira (30).

De acordo com a análise, parte das propostas apresentadas nas campanhas corresponde a políticas que já foram implementadas ou estão em andamento no sistema público de saúde. O IEPS e a Umane integram a iniciativa Agenda Mais SUS, que reúne análises e propostas para o fortalecimento do SUS no próximo ciclo de governo.

“Existe proposta de usar o CPF como identificador no SUS, o que já está regulamentado desde 2025. Os planos demonstram um sério desconhecimento sobre as políticas de saúde já implementadas ou em curso”, disse Julia Pereira, gerente de relações institucionais do IEPS.

O levantamento também analisou a necessidade de recursos e a execução das propostas apresentadas pelos candidatos. Segundo o estudo:

  • 95% das propostas exigiriam recursos adicionais;
  • 83% dos projetos dependem de coordenação com estados e municípios;
  • 47% dos projetos não detalham como seriam executados.

“O orçamento para a Saúde já é insuficiente e o cenário pode ficar ainda mais complexo com propostas que demandam mais recursos. Nesse cenário, ainda existem candidatos que defendam o fim do piso da saúde ou discursam sobre o cortes para o setor”, completou a gerente do IEPS.

A Agenda Mais SUS 2027-2030 apresenta dez propostas elaboradas pelo IEPS e pela Umane para o fortalecimento do sistema de saúde, incluindo temas como regionalização do SUS, saúde digital, saúde mental, vigilância e regulação de apostas online.